A baixa umidade do ar durante a estiagem está afetando a proteção natural dos olhos e aumentando a procura por atendimentos oftalmológicos em várias regiões do Brasil, especialmente no Centro-Oeste. Entre maio e agosto, a umidade relativa abaixo de 30% acelera a evaporação da lágrima, provocando ressecamento, irritação, coceira e visão embaçada. Pacientes em cidades como Goiânia relatam maior desconforto em ambientes climatizados e com uso prolongado de telas, o que agrava os sintomas.
Impactos da estiagem na saúde ocular
Com a evaporação acelerada da lágrima causada pelo clima seco, a proteção ocular natural diminui e gera desconfortos visuais frequentes. O oftalmologista Neiane Santos, da Clínica Vittá Goiânia, explica que o ato de coçar os olhos e a redução na frequência de piscadas contribuem para o problema.
A lágrima é a principal superfície refrativa do olho. Isso significa que ela é essencial para ajudar a luz a chegar na retina e nos permitir enxergar. Quando o tempo está seco, nossa lágrima evapora mais rápido, o que nos faz sentir o olho ressecado, produzir mais lágrima por reflexo e até ficar com a visão embaçada
Neiane Santos
Medidas para aliviar os sintomas
Para reduzir os efeitos da baixa umidade, recomenda-se piscar com mais frequência, evitar exposição direta ao ar-condicionado e usar colírios lubrificantes sob orientação médica. O período de estiagem também eleva o número de atendimentos em pronto-socorros por casos de olho seco e coceira.
Para diminuir esses efeitos, devemos tentar piscar mais vezes, evitar ficar diretamente na frente do vento ou do ar-condicionado e utilizar colírios lubrificantes conforme a prescrição médica
Neiane Santos
Cuidados para evitar complicações
Especialistas alertam que coçar os olhos pode causar atrito na córnea e aumentar riscos de doenças como abrasões corneanas e ceratocone. Pausas regulares durante o uso de telas ajudam a manter a lubrificação natural e a prevenir o agravamento do quadro.
