A Campanha Julho Verde, realizada em julho de 2026, alerta a população sobre a prevenção, os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Distrito Federal deve registrar 610 novos casos neste ano, enquanto o Brasil totalizará 42.150 diagnósticos. Cerca de 80% das detecções no país ainda ocorrem em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de cura.
Diagnóstico precoce eleva taxa de cura
O objetivo principal da iniciativa é informar sobre sintomas iniciais e incentivar a busca por atendimento especializado. Quando identificado em fase inicial, o câncer de cabeça e pescoço pode apresentar taxa de cura de até 90%. Especialistas destacam que a campanha também orienta pacientes sobre onde procurar ajuda diante de tumores nessa região do corpo.
A campanha tem como objetivo mostrar para a população o que a especialidade pode fazer, como a prevenção do câncer de boca, garganta, laringe, pele, além dos tumores de tireoide e glândulas salivares. Também é uma forma de fazer com que os pacientes tenham uma referência de quem procurar quando surgir algum tumor nessa região
Dr. Cláudio Cavalcanti
Sintomas que exigem atenção médica
Feridas na boca, na garganta ou nas amígdalas que não cicatrizam em 30 dias, dor ao deglutir, rouquidão persistente e caroços no pescoço por mais de um mês devem ser avaliados imediatamente. Nódulos visíveis na tireoide também merecem investigação. O oncologista Cláudio Cavalcanti ressalta que evitar o consumo excessivo de álcool, cigarro, charuto, cachimbo e cigarro eletrônico, além de manter boa higiene bucal, contribui para reduzir os riscos.
Feridas na boca, na garganta ou nas amígdalas que não cicatrizam em 30 dias, dor ao deglutir, rouquidão ao falar e caroços no pescoço que permanecem por mais de um mês precisam ser avaliados. Na tireoide, nódulos visíveis também devem ser investigados
Dr. Cláudio Cavalcanti
Medidas de proteção diárias
A exposição solar entre 10h e 16h deve ser evitada sempre que possível, com uso obrigatório de filtro solar. Essas orientações integram as ações da campanha que busca mudar o cenário atual de diagnósticos tardios no Brasil.
