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Síndrome de Laron no Equador: 280 pessoas enfrentam preconceito apesar de menor risco de câncer e diabetes

No Equador, pessoas com síndrome de Laron enfrentam barreiras físicas, preconceito no mercado de trabalho e isolamento social, mesmo vivendo com menor risco de câncer e diabetes. Cerca de 280 das 840 indivíduos diagnosticados no mundo residem no país, com maior concentração nas províncias de El Oro e Loja. A condição genética rara impede o processamento do hormônio do crescimento, limitando a estatura a no máximo 1,20 metro, conforme explicam especialistas locais.

Desafios cotidianos e preconceito social

Os pacientes relatam dificuldades para encontrar emprego e manter relacionamentos afetivos devido a padrões de beleza e expectativas profissionais. Muitos são descartados em entrevistas de trabalho por causa da altura, o que reduz suas opções de sustento. Quando circulam pelas ruas, recebem olhares constantes, mesmo em comunidades onde a condição já é conhecida.

Uma das coisas que mais me frustraram por ter o Laron é o relacionamento com os homens. Eles me partiram o coração porque existe um padrão de beleza no qual, aparentemente, eu não me encaixo.

Paola Boada

Aspectos médicos e benefícios da condição

O endocrinologista Jaime Guevara destaca que o corpo não processa o hormônio do crescimento, mas isso não causa prejuízos físicos adicionais. A mesma alteração genética reduz significativamente a probabilidade de desenvolver câncer ou diabetes entre os afetados. A maioria leva vida normal, embora precise lidar com a distância dos principais centros médicos do país.

Mas isso não os prejudica em nível físico, apesar da falta de altura. Além disso, sua condição faz com que eles tenham menos probabilidade de desenvolver câncer ou sofrer de diabetes.

Jaime Guevara

Isolamento e falta de políticas públicas

Especialistas descrevem a síndrome como “a doença da solidão”, pois o Equador oferece poucos recursos para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos. A concentração de casos no sul do país agrava o acesso a tratamentos e apoio psicológico. Enquanto isso, a discriminação persiste em ambientes sociais e profissionais.

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