A Polícia Federal realizou na terça-feira, 21 de julho de 2026, a apreensão de veículos pertencentes ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Os automóveis estavam guardados sem placas em uma garagem no Distrito Federal. A medida foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do inquérito da Operação Sem Desconto, com o objetivo de descapitalizar o investigado e evitar ocultação patrimonial.
Detalhes da ação policial
A operação integra as investigações sobre supostas fraudes previdenciárias. Agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão para localizar bens que poderiam estar relacionados ao esquema. Os veículos foram encontrados em condição irregular, sem identificação, o que reforça as suspeitas de organização criminosa e estelionato previdenciário. A ação busca garantir que os bens permaneçam disponíveis para eventuais medidas judiciais futuras.
Posicionamento da polícia federal
Em nota, a PF disse que a busca e apreensão tem a “finalidade de descapitalizar investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso”. A corporação também cita a investigação dos supostos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Polícia Federal
Versão apresentada pela defesa
Os advogados Danyelle Galvão e Leandro Raca informaram que o cliente já havia comunicado previamente a localização dos bens às autoridades. Eles destacam que a medida visava evitar qualquer acusação de dilapidação patrimonial. A defesa manteve os veículos à disposição da polícia desde o início das investigações.
Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada. Desde então, a defesa reiterou a informação em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para apreensão.
Danyelle Galvão e Leandro Raca
