Freddie Woodward, ex-atleta olímpico britânico natural de Sheffield, revelou publicamente seu vício em pornografia desde a infância e defendeu a necessidade de uma educação honesta e baseada em evidências sobre o tema para adolescentes. O ex-saltador ornamental, que competiu em eventos como os Jogos do Rio de Janeiro, compartilhou como o acesso precoce a conteúdos explícitos impactou sua vida escolar e pessoal durante a carreira.
Trajetória no salto ornamental
Woodward começou a praticar saltos ornamentais aos sete anos, após perceber que não se destacava em outros esportes. Ele afirmou: “Eu não conseguia chutar uma bola de futebol nem que minha vida dependesse disso, então me pareceu uma ótima oportunidade. Me adaptei imediatamente.” A disciplina do esporte o levou a competições internacionais, mas o vício em pornografia, iniciado aos 12 anos, cresceu paralelamente à sua carreira.
Impactos do vício na vida diária
O ex-atleta descreveu como a pornografia na internet de alta velocidade afetou seus estudos. “Percebi que tinha um problema com relação as tarefas e exames escolares. Toda vez que eu parava para estudar, tudo o que eu queria fazer era abrir esses sites”, contou. Ele também mencionou o uso do hábito como fuga: “Se eu tivesse tido um treino ruim, [a pornografia] era sempre algo ao qual eu podia recorrer.” Woodward se identificou como parte da primeira geração com acesso irrestrito a esse tipo de conteúdo.
Apelo por conscientização
Com o objetivo de encorajar outras pessoas a buscarem ajuda, Woodward pede discussões sem vergonha sobre o vício em pornografia. Sua experiência destaca a importância de abordagens educativas que preparem adolescentes para os riscos do consumo excessivo, promovendo maior conscientização no Reino Unido e além.
