Sete pacientes com lesão medular que receberam a substância polilaminina por meio de uso compassivo morreram desde fevereiro de 2026, sendo o último registro em 6 de agosto. Mais de cem pessoas utilizaram o composto no Brasil fora de ensaios clínicos controlados, autorizados previamente pela Anvisa. Entre os dezessete indivíduos que completaram seis meses de acompanhamento, dez apresentaram alguma evolução clínica.
Números do acompanhamento clínico
O uso compassivo da polilaminina, produzido pelo Laboratório Cristália, permite acesso voluntário a substâncias em fase de pesquisa. Os dados indicam que a maioria dos casos envolve pacientes com lesão medular que não participam de estudos formais. A Anvisa autorizou essas aplicações para ampliar opções terapêuticas antes da conclusão dos testes definitivos.
Posição da pesquisadora envolvida
A pesquisadora Tatiana Sampaio destacou o volume de informações já disponíveis sobre a substância. Ela questionou a necessidade de novos ensaios clínicos diante dos resultados observados até o momento.
Se você está trabalhando com ser humano e já tem esse volume de dados, vai fazer ensaio clínico pra que?
Tatiana Sampaio
Os óbitos ocorreram em diferentes períodos desde o início do ano, mas o acompanhamento dos sobreviventes segue em curso para avaliar possíveis benefícios a longo prazo.
