Duas candidatas ao Miss Universo Canadá pediram desculpas após serem acusadas de apropriação cultural por usarem itens indígenas durante a etapa de trajes típicos do concurso. O incidente ocorreu no sábado, 8 de agosto de 2026, na final da competição realizada no Canadá, quando Karisa Haverkamp e Jasleen Kaily apresentaram peças como cocares de penas, marcas de mão vermelha, mukluks e tranças. A organização e o diretor do evento também se manifestaram reconhecendo o erro.
Críticas por apropriação cultural
As candidatas pretendiam representar elementos canadenses, mas os itens escolhidos foram vistos como sagrados por comunidades indígenas. A ex-vencedora Ashley Callingbull condenou publicamente o uso dos objetos como fantasia. O diretor Sonny Borrelli admitiu falha ao não consultar as comunidades antes de aprovar os trajes. A controvérsia gerou debates sobre respeito cultural no âmbito de concursos de beleza.
Pedidos de desculpas e aprendizados
Karisa Haverkamp reconheceu o impacto negativo de sua escolha e agradeceu pelo aprendizado obtido. Jasleen Kaily expressou arrependimento sincero e afirmou que levará a lição para a vida. A organização do Miss Universo Canadá reforçou que não havia intenção de ofender e pediu compreensão. O episódio destaca a necessidade de maior sensibilidade em representações culturais em eventos públicos.
Se algum traje causou ofensa, mágoa ou mal-entendido, saibam que essa nunca foi nossa intenção
Organização do concurso
Reconheço e admito que minha roupa para [a etapa do] o traje nacional magoou e ofendeu pessoas da comunidade indígena. Agradeço pelo que aprendi com essa experiência.
Karisa Haverkamp
Peço desculpas sinceras a todas as comunidades indígenas que se sentiram ofendidas ou desrespeitadas com o meu traje. Aprendi muito com isso e vou levar esse aprendizado para a vida
Jasleen Kaily
Isso não é um traje típico canadense. Isso é apropriação cultural. Vocês estão usando nossos itens sagrados como fantasia
Ashley Callingbull
Cometi um erro grave ao não consultar adequadamente as comunidades indígenas antes de aprovar os trajes. Peço desculpas profundas e sinceras
Sonny Borrelli
