O grupo de hackers Rhysida anunciou em 28 de agosto de 2026 o leilão de 5,79 terabytes de dados roubados de órgãos públicos de Berlim. As informações incluem contratos, e-mails, senhas e documentos confidenciais. O leilão começou com lance mínimo de 30 bitcoins e deve durar quase sete dias. As autoridades locais recusaram o pagamento de resgate e mantêm posição firme contra a extorsão.
Detalhes do roubo e do leilão
Os hackers acessaram sistemas governamentais e extraíram grande volume de arquivos sensíveis. Eles publicaram o anúncio no site do grupo e definiram o valor inicial em criptomoeda. O prazo do leilão coincide com o período pré-eleitoral, já que Berlim realiza eleições municipais em 20 de setembro de 2026. Até o momento, não há indícios de que os dados tenham sido divulgados publicamente.
Posição das autoridades de Berlim
O prefeito Kai Wegner e a senadora do Interior Iris Spranger reafirmaram que o estado não negocia com criminosos. Eles declararam que o pagamento de resgate não será considerado em nenhuma hipótese. A decisão visa evitar que outros grupos vejam a extorsão como estratégia viável contra órgãos públicos.
O estado de Berlim não se submeterá à extorsão
Kai Wegner e Iris Spranger
Impactos e próximos passos
Especialistas em segurança digital alertam para riscos de vazamento caso o leilão seja concluído. Órgãos públicos de Berlim já iniciaram auditorias internas para avaliar o alcance da violação. As investigações continuam com apoio de autoridades federais alemãs. Até agora, o grupo Rhysida não apresentou novas exigências além do pagamento em bitcoins.
