O Ministério Público de Goiás denunciou um médico plantonista por homicídio culposo após a morte de Francisco Guilherme da Costa Silva, de 24 anos, em uma Unidade de Pronto Atendimento de Caldas Novas, no sul do estado. O fato ocorreu em fevereiro de 2025, quando o jovem sofreu uma crise asmática grave e recebeu atendimento considerado inadequado. Segundo a acusação, a conduta do profissional não seguiu os protocolos médicos, resultando na falha que levou ao óbito do paciente.
Erro na intubação orotraqueal
O médico realizou a intubação orotraqueal de forma incorreta, posicionando o tubo fora da traqueia. Não foram realizados exames prévios, avaliação clínica adequada nem monitoramento contínuo durante o procedimento. A médica do Samu que chegou ao local identificou o erro, reposicionou o tubo e iniciou manobras de reanimação, porém o paciente não resistiu. A investigação apontou que a ação foi imperita, imprudente e negligente, desrespeitando os protocolos para atendimento de crise asmática grave.
Pedido de condenação e indenização
O Ministério Público de Goiás requereu a condenação do médico e uma indenização mínima de R$ 200 mil por danos morais à família da vítima, representada pela mãe do jovem. O caso segue agora para tramitação na Justiça, com base nas evidências coletadas sobre a falha no atendimento. A denúncia reforça a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos médicos em emergências respiratórias.
