A Polícia Federal investiga a intermediação de uma assessora de Flávio Bolsonaro na liberação de R$ 199 mil em emendas parlamentares para um projeto de futebol do Ifop, no Rio de Janeiro. Os diálogos obtidos em celular de Robson Calixto, conhecido como Peixe, indicam que a assessora Maria de Fátima Bezerra Castro atuou nas tratativas entre 2023 e março de 2024. O miliciano, condenado pelo STF por participação no assassinato de Marielle Franco, aparece em conversas com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, que atuam na região de Taquara.
Contexto das emendas e suspeitas
A PF apura indícios de desvios de recursos destinados a ONGs e entidades, com possível uso de mecanismos para ocultar origem e destino dos valores. Os diálogos mostram Calixto solicitando ajuda para garantir a liberação das verbas junto ao senador. As investigações apontam para o Ifop como beneficiário do projeto na zona oeste da capital fluminense.
Diálogos obtidos pela polícia federal
Registros extraídos do celular de Calixto revelam mensagens em que ele pede intervenção para evitar o cancelamento do projeto. A assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que a responsabilidade pela execução cabe à entidade beneficiária e que eventuais irregularidades devem ser apuradas por órgãos de controle.
A entidade executora apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. A responsabilidade pela execução dos recursos é da entidade beneficiária, não do parlamentar. Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei.
Assessoria de Flávio Bolsonaro
Amiga vê com o nosso Senador se consegue [sic] nos ajudar.
Robson Calixto
Vê se o senador consegue nos agraciar, para não terminar o nosso projeto.
Robson Calixto
Consultamos as destinações parlamentares e não tinha nada do nosso Senador, porém estamos no aguardo.
Robson Calixto
