Cidades

Bancas de jornais ainda se mantêm como guardiãs da memória de Goiânia

Goiânia –Em meio a jornais do dia, revistas da semana, gibis e palavras cruzadas, a tradicional banca de jornal se reinventa. Cadarços, cigarros, CDs e até camisetas dividem espaço com as publicações impressas, em um reflexo da necessidade de se adaptar à era digital. As bancas que por décadas foram pontos de encontro para uma boa conversa, agora lutam para se manter relevantes em um mundo cada vez mais conectado.

Odgmar Nunes é proprietário de uma das últimas bancas da região central de Goiânia que resistem. O comércio fica na Rua 4. “Essa banca aqui tem mais de 50 anos e é uma das únicas do Centro. As outras fecharam ou viraram outras coisas”, diz, com um misto de orgulho e lamento.

Ele conta que começou a trabalhar no Centro nos anos de 1980 e que desde jovem está em meio a jornais e bancas. “Quando era menino, ajudava minha mãe na banca que ela tinha em Campinas, perto da Igreja Matriz. Aos domingos eu ia no centro de distribuição do jornal com minha bicicleta cargueira, colocava quantos exemplares eu conseguia carregar – eram mais ou menos 70 jornais – e ficava perto da igreja, esperando a missa acabar. Até 9h30 eu já tinha vendido tudo”, lembra.

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