O Brasil dará início ao rastreamento de pacientes com diabetes tipo 5, uma ação inédita na saúde brasileira e mundial. A confirmação ocorreu em 26 de agosto de 2026, durante congresso no Rio de Janeiro, e o processo deve começar em breve nas regiões Norte e Nordeste, onde predominam casos ligados à insegurança alimentar e desnutrição. A iniciativa envolve a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sbem, a IDF, a Fiocruz, a Unifesp e a UFRJ, com o objetivo de coletar dados para desenvolver tratamentos adequados.
Características do diabetes tipo 5
Esse tipo de diabetes surge de deficiências nutricionais e costuma ser confundido com o tipo 1, levando a tratamentos inadequados que aumentam riscos como hipoglicemia. Pacientes afetados são geralmente muito magros, com menos de 30 anos, e necessitam de menor reposição de insulina. Diferente de outros tipos, não há resistência à insulina nem tendência a cetoacidose.
Convencionou-se de forma unânime chamar esse diabetes de tipo 5 porque ele é diferente de todos os demais catalogados até hoje: ocorre em pessoas muito magras, comumente abaixo de 30 anos e que vão precisar de uma reposição menor de insulina.
Hermelinda Pedrosa
Parcerias para o rastreamento
As instituições parceiras vão atuar de forma integrada para mapear os casos e gerar evidências científicas. Hermelinda Pedrosa, vice-presidente da IDF e membro da SBD, destacou que o tipo 5 resulta de deficiência nas células produtoras de insulina causada pela má nutrição. O esforço busca evitar diagnósticos errados e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Já o tipo 5 tem uma particularidade importante: a pessoa não tem resistência à insulina e nem vai ter cetoacidose -emergência que ocorre quando a falta de insulina impede a glicose de entrar na célula. Esse tipo resulta de uma deficiência nas células que produzem o hormônio, problema este que resulta da deficiência nutricional.
Hermelinda Pedrosa
Com o rastreamento em fase inicial, os dados coletados permitirão avanços em protocolos específicos para essa condição. A abordagem foca em regiões com maior prevalência de desnutrição, reforçando a importância de políticas integradas de saúde e nutrição no país.
