Vilma Zago descobriu recentemente um nódulo na virilha na região da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, que foi diagnosticado como carcinoma de células de Merkel. O caso chama atenção porque seu marido, Gilson, enfrentou melanoma avançado cerca de 20 anos antes, em 2004, quando tinha 57 anos. A trajetória do casal reflete as mudanças significativas no tratamento oncológico ao longo das últimas duas décadas.
Tratamento de Gilson há duas décadas
Gilson passou por cirurgia de esvaziamento ganglionar após o diagnóstico de melanoma, sem acesso a tratamentos sistêmicos adicionais na época. A exposição solar prolongada na infância foi apontada como fator de risco. O oncologista Stephen Stefani explica que o protocolo então disponível limitava-se à ressecção da doença.
Diagnóstico recente de Vilma e avanços médicos
Vilma mencionou o nódulo durante uma consulta de dermatologia acompanhando o marido, o que levou à punção e à remoção cirúrgica posterior. Ambos os tumores já haviam se espalhado para linfonodos no momento da descoberta. A evolução da oncologia permite hoje opções como a imunoterapia, que transformaram o manejo desses casos.
O protocolo era ressecar a doença e torcer para que ela não voltasse
Stephen Stefani
Stephen Stefani destaca ainda que, no passado, o paciente ficava como se estivesse com uma gripe intensa que durava anos após os procedimentos. O relato do casal demonstra como a medicina avançou de cirurgias isoladas para abordagens mais integradas e menos agressivas.
