A venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão tinha um alvo preferencial: o setor agrário. De acordo com a Polícia Federal, os processos de maior interesse do grupo criminoso eram ligados a grandes disputas de terras no estado.
Como o agronegócio e a posse de terras envolvem cifras milionárias, esses processos se tornaram a “mina de ouro” para o esquema. Advogados e empresários negociavam diretamente com o alto escalão do TJ-MA para garantir decisões que favorecessem seus interesses em disputas de propriedades, prejudicando o andamento legal e a segurança jurídica no campo maranhense.
