Saúde

Fiocruz alerta para alta de síndromes respiratórias graves em 18 estados e DF

© Joédson Alves/Agência Brasil
© Joédson Alves/Agência Brasil

O boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta para uma situação preocupante de síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal. Com dados das últimas semanas de 2026, incluindo a semana 13, foram notificados 31.768 casos e 1.621 mortes, sendo 13 mil positivos para vírus respiratórios. O aumento é impulsionado principalmente por influenza A (24,5%) e rinovírus (42,9%), destacando a necessidade de medidas preventivas urgentes.

Causas do aumento de casos

As infecções virais respiratórias são o principal fator por trás do crescimento de SRAG neste ano. Apesar das campanhas nacionais de vacinação contra influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório disponíveis no SUS, a adesão permanece baixa em grupos de risco. Isso contribui para a propagação, especialmente em um período de tendência de aumento em vários locais.

Regiões e grupos mais afetados

O problema afeta diversas regiões do Brasil, com destaque para Mato Grosso, Maranhão, Acre, Tocantins, Bahia e Pernambuco. Crianças, idosos, gestantes e profissionais de saúde estão entre os mais vulneráveis. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, enfatiza a importância de ações imediatas para conter o avanço.

A análise da Fiocruz aponta para a necessidade de maior conscientização sobre os riscos dessas síndromes. Com 18 estados e o DF registrando tendências de aumento, a situação demanda atenção nacional. Os dados revelam que medidas simples podem fazer a diferença na redução de casos graves.

Recomendações e prevenção

A Fiocruz recomenda vacinação para grupos prioritários e isolamento para quem apresenta sintomas. Além disso, o uso de máscaras em saídas inevitáveis é aconselhado. Essas orientações visam mitigar o impacto das infecções virais respiratórias.

Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara.

A baixa vacinação continua sendo um desafio, mesmo com vacinas gratuitas no SUS. Especialistas alertam que a adesão pode prevenir mortes e hospitalizações. Com o boletim destacando a gravidade, a população é incentivada a buscar imunização o quanto antes.

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