O governo peruano decretou estado de emergência por 60 dias em cinco presídios de alta periculosidade no sábado, 5 de setembro de 2026. A medida, assinada pela presidente Keiko Fujimori e publicada no diário oficial El Peruano, transfere o controle interno e externo das unidades à polícia com apoio das Forças Armadas. Restrições ao trânsito e à liberdade de reunião foram impostas nas áreas afetadas para restaurar a ordem.
Motivos que levaram à decisão
A decisão foi motivada por perturbações à paz pública, superlotação de 156% no sistema penitenciário, déficit de agentes e apreensões recorrentes de itens proibidos. Os presídios atingidos são Challapalca, Cochamarca, Trujillo Varones, Miguel Castro Castro e Ancón I, sendo os dois últimos localizados em Lima. Detentos ligados a organizações criminosas estão entre os alvos principais da operação.
Controle reforçado nas unidades
Com o estado de emergência em vigor, as autoridades assumem gestão total das penitenciárias por dois meses. A ação busca reduzir tensões internas e prevenir novos incidentes em um cenário de superlotação crônica. O governo peruano acompanha de perto os resultados nas cinco unidades selecionadas.
