A primeira-dama Janja Lula da Silva solicitou ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, a derrubada imediata do Discord após o caso de uma adolescente de 13 anos induzida à automutilação e ao suicídio na plataforma em Mato Grosso do Sul. O pedido ocorreu verbalmente durante a cerimônia de sanção de uma lei no dia 6 de agosto de 2026. A solicitação visa impedir que a rede social continue operando sem mecanismos eficazes de proteção a menores.
Caso e operação policial
Os fatos investigados apontam que jovens suspeitos induziram a adolescente em transmissão ao vivo no Discord, explorando falhas na verificação de idade e na moderação de conteúdo. Uma operação policial realizada em 4 de agosto de 2026 reuniu indícios sobre o incidente principal em Mato Grosso do Sul. Autoridades destacam que a plataforma não cumpriu obrigações legais de proteção a crianças e adolescentes.
Posicionamento do governo
Jorge Messias solicitou informações adicionais ao Ministério da Justiça para fundamentar uma possível ação judicial contra o Discord. A medida busca garantir que a plataforma atenda à legislação brasileira. A secretária Victor Oliveira Fernandes também participa das discussões sobre os próximos passos.
A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma. A gente precisa encontrar instrumentos para isso acontecer. A gente precisa atuar junto ao Judiciário para tirar essa rede horrorosa do ar, que não é [horrorosa] só com crianças e adolescentes, é principalmente também com mulheres.
Janja Lula da Silva
Janja Lula da Silva enfatizou a urgência de instrumentos jurídicos para retirar a rede do ar. Messias completou que a plataforma não demonstra compromisso com a legislação brasileira e não protege crianças e adolescentes.
