Política

Pejotização: A Fraude que Está Destruindo o Jornalismo

O suposto glamour da profissão de jornalista esconde uma realidade de precarização extrema. A pejotização, onde empresas contratam jornalistas como Pessoa Jurídica (PJ), é uma fraude trabalhista que permite a evasão das obrigações da CLT, deixando os profissionais sem direitos básicos.

No debate transmitido pela Fenaj, Samira de Castro, presidente da federação, denunciou essa prática: “Temos uma pejotização irrestrita na área da comunicação, que é uma fraude trabalhista, utilizada por empregadores de todos os portes para explorar nossa mão-de-obra.” A situação se agravou desde os anos 1980, com o aumento exponencial de jornalistas trabalhando por conta própria.

Dados da Receita Federal mostram 33.252 empresas MEI ligadas à edição de jornais e revistas, um número que Samira questiona: “Existem 33 mil pessoas editando jornais e revistas no país? Claro que não, isso é a constatação de uma fraude trabalhista.” O número de vagas formais caiu 18% em uma década, de 60.899 em 2013 para 40.917 em 2023, segundo o Dieese. A pejotização está devastando o jornalismo formal, substituindo-o por contratações precárias.

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