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Promotor foca em homologação de Goiânia para receber MotoGP: “É nosso dever de casa”

O namoro entre o governo de Goiás e a Dorna deu resultados, e a MotoGP vai voltar ao Brasil a partir de 2026, com contrato de cinco anos para realização do evento em Goiânia. Menos de seis meses depois da assinatura do protocolo de intenções, as entidades acertaram os detalhes para o fim do jejum de mais de duas décadas sem provas do Mundial de Motovelocidade em solo brasileiro, durante cerimônia na última quinta-feira (12).

Alan AdlerCEO da Brasil Motorsport, vai comandar a organização da etapa, assim como já faz com o GP de São Paulo de Fórmula 1. Em entrevista exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, comentou o desafio de comandar duas grandes categorias do esporte a motor em tão pouco tempo.

Esse é nosso dever de casa agora. Estávamos esperando esse momento, agora vai acontecer, é sério. A gente vai voltar e se organizar, tenho uma equipe maravilhosa e experiente, obviamente vai precisar crescer um pouco. E vamos fazer esse planejamento, focar no principal, que é a homologação da pista, nas adaptações”, afirmou.

“Em paralelo, vamos pensar como implantar o evento no autódromo porque é algo novo. Vamos estudar as áreas que vamos criar, atender as exigências da Dorna em relação a estrutura de pista, mas também de suporte”, seguiu.

A previsão é que a etapa brasileira aconteça em março de 2026. Com tão pouco tempo, as obras devem começar em breve no circuito goiano, mas o prazo é curto. Mesmo assim, Adler não se mostrou preocupado e destacou a boa relação com a Dorna, detentora dos direitos comerciais da MotoGP.

“O evento vai acontecer, está dentro do prazo e estou confortável”, pontuou o dirigente. “Tenho muitos anos de relação com a Dorna. Quando soube que estavam conversando com Goiás, pedi uma audiência com o governador Ronaldo Caiado, fui atendido e coloquei à disposição nossas credenciais, nosso grupo, e eles levaram a sério, adoraram”, finalizou.

MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.

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