A Receita Federal e o Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda. em Senador Canedo, Goiás, no dia 24 de setembro de 2026. A ação investiga indícios de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro na compra da distribuidora de combustíveis. A operação mobilizou agentes em múltiplos estados e faz parte da Operação Carbono Oculto.
Alvos e alcance da investigação
Entre os alvos estão Antônio Carlos Freixo Junior, Humberto Arthur Tupinambá Neto, André e Bruno Tupinambá, além de outras 13 pessoas físicas e 19 empresas. Os mandados também atingiram endereços em São Paulo e nos estados de Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Os agentes recolheram documentos e dispositivos eletrônicos para análise.
Movimentação financeira sob análise
Os investigadores apuram a origem de recursos que circularam pela estrutura entre 2021 e 2025, totalizando cerca de 11,6 bilhões de reais. O foco está na dissimulação da origem dos valores usados na aquisição da distribuidora. A operação busca esclarecer eventuais práticas de lavagem de capitais sem antecipar conclusões.
Autoridades mantêm sigilo sobre novos desdobramentos enquanto prossegue o trabalho de perícia nos materiais apreendidos. O caso permanece em fase de apuração pela Receita Federal e pelo Gaeco.
