O Romi-Isetta completa 70 anos em setembro de 2026, marcando o início da produção em série de automóveis no Brasil. Lançado em 1956 pela Romi em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, o modelo foi idealizado por Américo Emílio Romi e fabricado com mais de 70% de peças nacionais até 1961, totalizando cerca de 3 mil unidades. Apesar de seu papel pioneiro, uma decisão política do governo impediu que recebesse o título de primeiro carro nacional.
Origens do projeto e contexto industrial
O Romi-Isetta surgiu como resposta ao esforço de nacionalização da indústria automobilística brasileira na década de 1950. Américo Emílio Romi liderou o desenvolvimento do veículo, que apresentava porta única dianteira e capacidade para três lugares. A produção ocorreu integralmente em Santa Bárbara d’Oeste e contribuiu para o fortalecimento do setor automotivo nacional, mesmo com volume limitado de unidades.
Especificações técnicas e limitações de reconhecimento
O modelo foi fabricado com porta única dianteira e três lugares, características que o diferenciaram de outros veículos da época. No entanto, critérios governamentais que exigiam duas portas e quatro lugares para qualificação como primeiro carro nacional resultaram na concessão do título ao DKW-Vemag. Essa definição política influenciou diretamente a narrativa histórica da indústria automobilística brasileira.
Legado para a indústria nacional
Apesar de não ter recebido o reconhecimento oficial, o Romi-Isetta permanece como símbolo do pioneirismo na fabricação seriada de automóveis no país. Sua produção até 1961 demonstrou a viabilidade de veículos com alto índice de componentes locais e incentivou avanços posteriores no setor. O aniversário de 70 anos ressalta a importância histórica do modelo para o desenvolvimento industrial brasileiro.
