A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) aplicou mais de R$ 20 milhões em multas por uso irregular do fogo em Goiás ao longo de 2026, antes do início da nova etapa da Operação Abafa. A ação envolveu uma força-tarefa formada por órgãos estaduais e federais que realizou fiscalizações ambientais, apurou ocorrências e reuniu elementos para identificar os responsáveis pelos incêndios florestais. As multas visam mitigar os riscos provocados pela queima irregular em áreas de proteção e contribuir para a preservação dos ecossistemas goianos.
Força-tarefa intensifica fiscalização ambiental
A operação contou com a participação da Semad, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica. Os agentes realizaram inspeções em campo, coletaram evidências e investigaram as causas dos focos de incêndio registrados antes de 21 de setembro de 2026. O trabalho conjunto permitiu aplicar as penalidades e apontar os infratores que utilizaram o fogo de forma irregular.
Áreas de proteção monitoradas em Goiás
As multas foram concentradas na Área de Proteção Ambiental (APA) Pouso Alto e nas zonas de amortecimento dos parques estaduais e do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Essas regiões são consideradas prioritárias devido à sua biodiversidade e à necessidade de conter a expansão de incêndios que ameaçam a vegetação nativa. A fiscalização reforça o compromisso com a proteção desses territórios sensíveis.
Objetivo de reduzir riscos ambientais
A iniciativa busca identificar as causas dos incêndios, responsabilizar os envolvidos e prevenir novos danos ao meio ambiente. Com as multas aplicadas, o Estado pretende desestimular práticas ilegais e promover o uso sustentável do fogo em áreas rurais. A continuidade da Operação Abafa deve ampliar as ações de prevenção nos próximos meses.
