Saúde

Unifesp inicia laboratório de multiômica espacial para diagnóstico personalizado de câncer

© Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deve iniciar até o fim de abril de 2026 a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, na Escola Paulista de Medicina, em São Paulo. O novo espaço, coordenado pelas professoras Soraya Smaili e Janete Cerruti, focará no diagnóstico de câncer e em pesquisas em oncologia, imunologia e neurociências por meio de análises avançadas de tecidos humanos. Financiado pela Fapesp, o laboratório contará com parcerias de instituições como USP, Santa Casa de São Paulo, Icesp, hospitais São Camilo e A.C. Camargo, e iniciará com 27 projetos de pesquisa.

Tecnologia de ponta para análises precisas

A plataforma de análise multiômica do laboratório inclui os módulos GeoMx e nCounter, que permitem avaliar estruturas moleculares de tecidos, incluindo alterações no DNA em amostras pequenas. Essa tecnologia possibilita um diagnóstico molecular personalizado, identificando marcadores genômicos específicos em cada paciente. Inicialmente, os projetos envolverão pesquisadores de instituições parceiras, promovendo avanços em tratamentos mais rápidos e eficazes.

É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal.

— Soraya Smaili

Benefícios para o sistema de saúde

O laboratório surge para suprir uma lacuna no Sistema Único de Saúde (SUS), onde diagnósticos moleculares avançados para câncer ainda são ausentes. Ao acelerar tratamentos personalizados, a iniciativa aumenta as chances de cura e reduz as probabilidades de metástases e complicações graves. Além disso, ele se tornará um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular.

Além disso, aumenta consideravelmente as chances de cura e a sobrevida dos indivíduos diagnosticados, ao mesmo tempo em que reduz as probabilidades de desenvolvimento de metástases e outras complicações graves decorrentes da patologia.

— Janete Cerruti

Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular.

— Soraya Smaili

Perspectivas futuras

Com o início das operações previsto para este mês, o Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial representa um marco na oncologia brasileira. Ele não apenas impulsionará pesquisas em imunologia e neurociências, mas também oferecerá diagnósticos mais acessíveis e precisos. Esse avanço reflete o compromisso da Unifesp e de seus parceiros em melhorar a saúde pública por meio de inovação científica.

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