Uma pesquisa divulgada em 26 de maio de 2026 mostra que quatro em cada dez alunas e 12% das professoras faltam às aulas pelo menos uma vez por mês por causa de sintomas menstruais no Brasil. O estudo, realizado pelo Instituto Alana e pelo Instituto Equidade.Info, ouviu 2,5 mil estudantes e 303 docentes do Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas e privadas de todas as regiões do país. Os dados revelam que a cólica menstrual é o sintoma mais citado, presente em 57,7% dos casos, seguido de cansaço, dor de cabeça e vergonha.
Impacto na frequência escolar
As faltas geram defasagem de aprendizagem e punições pelos dias perdidos, o que agrava a desigualdade entre meninas e meninos. Guilherme Lichand destaca que a relação entre intensidade da dor e absenteísmo compromete o direito universal à educação quando não é enfrentada. A pesquisa confirma que as meninas tendem a faltar mais do que os meninos, especialmente no Ensino Fundamental e Médio.
As meninas tendem a faltar mais na escola do que os meninos e há uma relação entre a intensidade da dor e o absenteísmo. Se essas questões não estão endereçadas, o direito universal da educação não está sendo atendido para essas meninas.
Guilherme Lichand
Propostas para políticas integradas
Para Sofia Reinach, é preciso compensar o conteúdo perdido e evitar punições às estudantes. Ela defende que meninas e meninos sejam incluídos e falar sobre o tema desde o início do Ensino Fundamental. A pesquisa recomenda ações conjuntas de educação e saúde que reduzam o absenteísmo e garantam igualdade de oportunidades.
As faltas escolares geram defasagem de aprendizagem e também punições pelos dias perdidos. A política escolar precisa dar conta desses dois problemas: compensar o conteúdo e ter políticas que não deixem que meninas sejam punidas pela dor que elas sofrem.
Sofia Reinach
Meninas e meninos devem ser incluídos e falar sobre o tema desde o início do Ensino Fundamental.
Sofia Reinach
