O Partido Comunista de Cuba aprovou na última quarta-feira um amplo pacote de reformas econômicas em Havana com o objetivo de expandir a economia de mercado, reduzir o tamanho do Estado e atrair investimentos privados. A decisão foi tomada durante uma sessão plenária extraordinária do Comitê Central e ainda depende de aprovação final pela Assembleia Nacional do Poder Popular, prevista para a quinta-feira. As medidas buscam enfrentar a grave crise econômica que afeta os 9,6 milhões de habitantes do país, agravada pelo embargo e sanções dos Estados Unidos, inclusive o bloqueio ao petróleo imposto em janeiro.
Propostas aprovadas pelo comitê central
Quase vinte propostas de transformações foram endossadas pelo Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, liderado pelo presidente Miguel Díaz-Canel e com participação do ex-presidente Raúl Castro. O primeiro-ministro Manuel Marrero destacou que as mudanças mantêm o compromisso social do Estado. As reformas representam uma tentativa de modernizar a economia sem abandonar os princípios revolucionários.
o que mais convém hoje à Revolução
Raúl Castro
Impacto esperado na população cubana
Especialistas avaliam que a abertura ao mercado privado pode gerar novas oportunidades de emprego e dinamizar setores estagnados, embora o processo exija ajustes institucionais significativos. A população cubana aguarda os desdobramentos da votação na Assembleia Nacional, que definirá o ritmo de implementação das medidas. O pacote reforça a estratégia de atrair capital externo sem renunciar ao papel regulador do Estado.
