O governo federal atualizou o Ligue 180 para oferecer acolhimento e orientação específicos a vítimas de violência digital contra a mulher, medida anunciada em 22 de junho de 2026 pela ministra Cida Gonçalves durante o lançamento da campanha Julho Lilás. Os casos desse tipo de agressão cresceram 188% nos últimos anos no Brasil, e cerca de 15% das mais de 100 mil denúncias recebidas pelo serviço entre janeiro e maio de 2026 estavam relacionadas a crimes digitais. O atendimento já funciona 24 horas por dia, todos os dias, pelo telefone 180 ou pelo aplicativo.
Como funciona o novo atendimento
Os atendentes do Ligue 180 foram capacitados para identificar os diferentes tipos de violência digital, orientar as vítimas sobre o registro de boletim de ocorrência, acionar a Lei Carolina Dieckmann e preservar provas digitais. A atualização permite um suporte mais preciso em um cenário em que muitas mulheres não sabem por onde começar a denunciar. A iniciativa responde ao aumento de relatos também na plataforma Não se Cale e busca ampliar o acesso a direitos.
Impacto da violência digital
A ministra destacou que a violência digital é uma das formas mais perversas porque expõe a mulher de forma massiva e permanente. O serviço atualizado visa reduzir barreiras para que as vítimas recebam orientação imediata e segura. Com a nova estrutura, o Ligue 180 reforça seu papel como canal essencial de proteção e encaminhamento em todo o território nacional.
Nós estamos atualizando o Ligue 180 para que ele possa também atender as mulheres que sofrem violência digital. A gente sabe que esse é um campo que tem crescido muito.
Cida Gonçalves
A violência digital é uma das formas mais perversas porque expõe a mulher de forma massiva e permanente. Muitas vezes, a vítima não sabe nem como começar a denunciar.
Cida Gonçalves
