O Ministério da Saúde vai retomar a partir de 3 de agosto de 2026 a oferta da segunda dose de reforço contra a poliomielite para crianças de 4 anos em todo o Brasil. A medida restaura o esquema completo de cinco aplicações no Calendário Nacional de Vacinação e responde à queda nas coberturas vacinais observada nos últimos anos. A decisão segue orientações da Organização Mundial da Saúde e foi validada pela Câmara Técnica Assessora em Imunizações, pelo Conass, Conasems e Opas.
Esquema vacinal atualizado
O novo calendário prevê três doses da vacina injetável VIP aos 2, 4 e 6 meses de idade, seguidas de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Todas as aplicações serão realizadas com a versão injetável, eliminando o uso da vacina oral. A mudança fortalece a proteção individual e coletiva, prolongando a imunidade das crianças e contribuindo para manter o país livre da circulação do poliovírus.
Justificativa técnica e recomendações
A Organização Mundial da Saúde passou a recomendar que os países deixassem de usar a vacina oral porque já havia mais casos de paralisia associados à vacina do que provocados pelo poliovírus selvagem.
Renato Kfouri
Especialistas destacam que a retomada do segundo reforço é essencial diante de coberturas abaixo da meta de 95 %. A recomendação técnica é clara sobre a necessidade de restabelecer o esquema ideal assim que houver disponibilidade de doses.
A recomendação era que, assim que houvesse disponibilidade de doses, o esquema voltasse a ter cinco aplicações: três doses no primeiro ano de vida, um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos. Esse é o esquema considerado ideal neste momento.
Renato Kfouri
Com a medida, o Programa Nacional de Imunizações busca elevar as taxas de vacinação e proteger a população infantil de forma mais robusta nos próximos anos.
