Casos graves de Influenza B seguem em alta no Distrito Federal, onde a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave permanece em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A circulação do vírus se mantém elevada apesar da estabilização observada em outras regiões do país, afetando principalmente crianças, adolescentes e grupos vulneráveis durante o período de março a julho.
Circulação do vírus e fatores sazonais
O aumento dos casos coincide com temperaturas mais baixas e clima seco típico do inverno no Distrito Federal. A Fundação Oswaldo Cruz e o especialista Tiago Cavalcante alertam que a baixa cobertura vacinal entre os grupos prioritários contribui para a persistência do vírus nas últimas seis semanas. O pico de transmissibilidade da influenza B costuma ocorrer mais tardiamente em comparação a outros vírus respiratórios, prolongando sua circulação na comunidade e aumentando o risco de casos graves.
O pico de transmissibilidade da influenza B costuma ocorrer mais tardiamente em comparação a outros vírus respiratórios, prolongando sua circulação na comunidade e aumentando o risco de casos graves.
Tiago Cavalcante
Sinais de alerta e prevenção
Clinicamente, não é possível diferenciar uma infecção por influenza A ou B apenas pelos sintomas. A distinção só ocorre por meio de exames específicos, quando há indicação médica. A gravidade dos dois tipos também é semelhante, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Entre esses sinais estão dificuldade respiratória evidente, respiração acelerada, dor torácica persistente ou sensação de pressão no peito, queda da saturação de oxigênio, apatia, recusa alimentar, baixa ingestão de líquidos, confusão mental e febre persistente ou recorrente, mesmo com o uso de antitérmicos. A imunização anual é a medida mais eficaz, custo-efetiva e abrangente para reduzir o risco da doença, oferecendo proteção contra os principais vírus influenza em circulação.
