A Anvisa aprovou na segunda-feira, 20 de julho de 2026, a ampliação do uso de Benlysta e Ocrevus para o tratamento de doenças autoimunes em pacientes pediátricos no Brasil. O medicamento belimumabe agora pode ser utilizado em crianças a partir de cinco anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, enquanto o ocrelizumabe fica autorizado para adolescentes de 12 anos ou mais, com peso mínimo de 40 kg, que apresentem esclerose múltipla remitente-recorrente.
Novas indicações para benlysta
A aprovação abrange as apresentações subcutâneas do Benlysta, incluindo caneta aplicadora e autoinjetora. O fármaco atua como terapia adjuvante em pacientes com alta atividade da doença que já recebem tratamento padrão. A medida amplia as opções terapêuticas para uma condição crônica que costuma se manifestar de forma mais agressiva em crianças e adolescentes.
Expansão do uso de ocrevus
O Ocrevus foi liberado para jovens a partir de 12 anos que atendam ao critério de peso igual ou superior a 40 kg. A indicação foca na forma remitente-recorrente da esclerose múltipla, doença que pode causar danos neurológicos progressivos e afetar o desenvolvimento. Com essa decisão, a Anvisa busca oferecer tratamentos mais adequados à faixa etária pediátrica.
Benefícios para pacientes jovens
As novas autorizações visam atender crianças e adolescentes que enfrentam maior atividade inflamatória e riscos elevados de lesões em órgãos ou comprometimento do crescimento. A ampliação representa um avanço no manejo de doenças autoimunes crônicas no país, permitindo intervenções mais precoces e personalizadas.
