Dois novos casos de possível cura do HIV foram anunciados na segunda-feira, elevando o total para 13 pacientes em todo o mundo. Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional sobre AIDS, realizada no Rio de Janeiro, e envolvem dois indivíduos que interromperam o tratamento antirretroviral após transplantes de células-tronco. Um deles é um homem de 21 anos de Kansas City, Missouri, que permanece sem o vírus detectável há 14 meses desde fevereiro de 2025.
Casos confirmados pela IAS
A Sociedade Internacional de Aids confirmou que o segundo paciente também está há 12 meses sem medicação. Ambos realizaram o procedimento médico e, desde então, exames laboratoriais não identificaram a presença do vírus no organismo. Esses avanços reforçam o potencial de abordagens baseadas em transplantes para casos específicos da infecção.
Procedimento com mutação genética
O método utilizado envolveu células-tronco de doadoras portadoras da mutação CCR5-delta32, que bloqueia a entrada do HIV nas células humanas. Essa estratégia já havia sido aplicada em outros pacientes e agora demonstra resultados consistentes em novos casos. Pesquisadores destacam que o tratamento ainda é complexo e reservado a indivíduos com condições médicas adicionais.
Perspectivas para tratamentos futuros
Especialistas da conferência ressaltam que esses avanços representam um passo importante, embora o transplante não seja viável para a maioria das pessoas que vivem com HIV. A IAS continua monitorando os pacientes para avaliar a durabilidade da remissão. Estudos adicionais devem explorar formas de replicar o efeito da mutação genética de forma menos invasiva.
