O julgamento contra Duane “Keffe D” Davis, ex-líder dos South Side Compton Crips acusado de orquestrar o assassinato de Tupac Shakur, teve início em Las Vegas, Nevada, no dia 10 de agosto de 2026. As autoridades pretendem demonstrar que Davis planejou o crime e forneceu a arma utilizada no ataque fatal ao rapper. O caso retoma um dos episódios mais emblemáticos da história do hip-hop norte-americano e mobiliza atenção internacional.
O contexto do assassinato
O Ministério Público sustenta que o motivo do crime foi a vingança após Tupac Shakur e Suge Knight espancarem Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis, no cassino MGM Grand. Os promotores afirmam que essa agressão ocorrida em 1996 desencadeou a decisão de eliminar o artista. As investigações atuais conectam diretamente esses eventos à execução de Shakur semanas depois.
As evidências apresentadas pela acusação
Os promotores baseiam sua estratégia nas memórias publicadas por Davis em 2019 e em declarações anteriores atribuídas a ele. Nesses materiais, o réu teria admitido ter ordenado o ataque e fornecido a arma para os executores. As autoridades consideram esses registros fundamentais para ligar Davis ao planejamento do homicídio ocorrido em Las Vegas.
A posição do réu
Duane “Keffe D” Davis nega todas as acusações e afirma não ter participado do crime. Ele mantém que as provas apresentadas são insuficientes para sustentarem uma condenação.
Sou inocente. Nunca matei ninguém. Eles não têm nenhuma prova contra mim.
Duane "Keffe D" Davis
