A Justiça do Trabalho determinou que as lojas da Havan em todo o país fixem cartazes informando que os funcionários possuem liberdade para formar suas próprias convicções políticas. A decisão liminar, proferida em 23 de setembro de 2026 pela juíza Glenda Maria Coelho Ribeiro da 14ª Vara do Trabalho de Goiás, proíbe manifestações políticas nas unidades da rede e estabelece multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A medida atende a ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho após discurso de Luciano Hang em Caldas Novas.
Contexto do discurso e ação do mpt
O incidente ocorreu no final de agosto de 2026 durante a inauguração de uma loja da Havan em Caldas Novas, Goiás. Luciano Hang criticou a proposta de fim da escala 6×1, o que o Ministério Público do Trabalho considerou assédio eleitoral. A ação do MPT buscou garantir que os trabalhadores não sofressem pressão em ambiente profissional por questões políticas. A decisão exige que o comunicado seja afixado em até cinco dias e permaneça visível até 26 de outubro de 2026.
Determinações da liminar
As lojas da Havan devem exibir o cartaz em todas as unidades do país, reforçando o direito dos empregados de manterem convicções políticas sem interferência. A proibição abrange qualquer manifestação política dentro dos estabelecimentos. O cumprimento da ordem é obrigatório e visa proteger a liberdade individual no local de trabalho.
Posicionamento de Luciano Hang
O empresário reagiu à decisão por meio de declaração pública. Ele afirmou que a medida judicial apresenta caráter político, em contraste com sua fala anterior.
A decisão é muito grave e é política, diferente da minha fala, que não teve nada de política.
Luciano Hang
