A disputa entre operadoras de telefonia sobre o serviço Vivo Anti-spam mobiliza o setor no Brasil, com acusações de que a ferramenta bloqueia chamadas legítimas de serviços de saúde e órgãos públicos. Reclamações formais chegaram à Anatel desde o início de junho, após a Vivo ativar automaticamente o recurso em novas linhas. Outras empresas, como TIM e Adyl Telecom, questionam os critérios de filtragem e exigem regras mais precisas para evitar prejuízos aos usuários.
Funcionamento do bloqueio e impactos relatados
O Vivo Anti-spam identifica e interrompe automaticamente chamadas massivas e fraudulentas, com o objetivo de proteger consumidores contra spam e golpes. No entanto, operadoras reclamam que ligações legítimas de hospitais, prefeituras e entidades públicas também são afetadas. A Anatel recebeu notificações formais e analisa as queixas, enquanto a Vivo defende o sistema como medida de segurança.
Opinião de especialistas e próximos passos
Eduardo Tude, presidente da Teleco, compara o recurso ao filtro de e-mails e reconhece limitações inevitáveis. Ele afirma que a Vivo não pode bloquear chamadas legítimas e que a Anatel precisará definir mecanismos para corrigir falhas.
O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve
Eduardo Tude
A Vivo não pode bloquear as chamadas legítimas. A Anatel vai ter que estabelecer algum mecanismo para evitar que isso aconteça
Eduardo Tude
