Há 25 anos, o governo federal do Brasil proibiu que tônicos, fortificantes e estimuladores de apetite contivessem álcool em sua composição. A decisão obrigou o Biotônico Fontoura a alterar sua fórmula original, que incluía vinho espanhol com 9,5% de etanol. Criado em 1910 no interior paulista, o produto precisou se adaptar às novas regras sanitárias para permanecer no mercado.
A origem no interior de São Paulo
O Biotônico Fontoura surgiu em 1910, desenvolvido por Cândido Fontoura Silveira na região de Bragança Paulista. Sua receita inicial combinava fosfatos, sais de ferro e vinho espanhol. O escritor Monteiro Lobato ajudou a divulgar o produto, que passou de produção artesanal para comercialização em larga escala em todo o Brasil.
A proibição e as adaptações necessárias
A medida federal, implementada por volta de 2001, buscava eliminar o álcool de itens destinados ao consumo, especialmente por crianças, acompanhando o avanço da regulação sanitária. Hoje controlado pela Hypera Pharma, o Biotônico Fontoura reformulou sua composição sem álcool e mantém presença relevante no segmento de suplementos. A mudança reflete a evolução das normas de saúde pública no país ao longo das últimas décadas.
