A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira, 1º de julho de 2026, a terceira fase da Operação Rent a Car, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, busca aprofundar as investigações sobre o uso de cotas parlamentares do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). As diligências visam esclarecer a movimentação e a destinação de recursos públicos.
Objetivos da operação
Os mandados foram expedidos para coletar documentos e equipamentos que permitam avançar nas apurações sobre possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, as investigações concentram-se em indícios de que recursos públicos teriam sido desviados por meio de empresas e pessoas interpostas.
Indícios apontados nas investigações
As autoridades relataram que há sinais de tentativa de dar aparência lícita às transações financeiras. A corporação também identificou indícios de ocultação ou alteração de provas, o que pode configurar fraude processual.
as investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos
Polícia Federal
Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
Polícia Federal
Posicionamento do deputado
Em depoimento anterior, o parlamentar negou ter efetuado depósitos e afirmou que eventual recurso seria destinado a outros negócios. As investigações continuam em sigilo e novos desdobramentos podem surgir conforme a análise do material apreendido.
Acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensando em fazer outros negócios e tudo, acabei não fazendo o depósito
Sóstenes Cavalcante
