O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica iniciada em 2016, com 4,9% da população de 15 anos ou mais. Os dados divulgados pelo IBGE em 19 de junho de 2026 revelam ainda uma redução de 592 mil analfabetos em relação ao ano anterior, resultado de maior acesso à escolarização entre as gerações mais jovens.
Distribuição regional e demográfica
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025) mostra que o analfabetismo continua concentrado no Nordeste, que responde por 57,4% do total de analfabetos no país. O fenômeno afeta principalmente idosos com 60 anos ou mais, pessoas pretas ou pardas e mulheres, grupos que historicamente enfrentaram maiores barreiras educacionais.
Avanços na escolarização feminina
A análise por sexo indica avanços consistentes na educação feminina ao longo das décadas. “A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, destaca o IBGE. Esses resultados refletem políticas de inclusão que beneficiaram especialmente as mulheres nas últimas gerações.
“A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”
IBGE
