Um estudo conduzido em 2026 pela WeWork e pela Offerwise aponta que a geração Z, formada por profissionais nascidos entre 1997 e 2012, é a faixa etária que mais rejeita vagas sem contrato formal ou benefícios no Brasil. A pesquisa ouviu 2,5 mil trabalhadores de quatro gerações que atualmente compartilham o mercado de trabalho e revelou diferenças marcantes nas preferências por estabilidade. Enquanto baby boomers, geração X e millennials demonstram maior flexibilidade em relação a modelos informais, os jovens da geração Z priorizam proteções básicas desde o início da carreira.
Preferências por formalização no mercado brasileiro
Os dados mostram que a geração Z cresceu em um cenário econômico instável e, por isso, valoriza garantias como carteira assinada e acesso a direitos trabalhistas. A comparação entre os grupos etários indica que essa rejeição a empregos informais é significativamente maior entre os mais jovens, que buscam segurança antes de aceitar posições flexíveis. Especialistas atribuem essa postura à experiência de instabilidade vivida durante a formação profissional dessa geração.
Visão do sociólogo sobre as novas gerações
O sociólogo Ricardo Nunes explica que as diferenças refletem mudanças culturais no modo como cada geração encara o trabalho. Segundo ele, a busca por formalização não significa rejeição à flexibilidade, mas sim a necessidade de condições mínimas de proteção. A pesquisa reforça que empresas que oferecem contratos formais tendem a atrair mais talentos da geração Z no atual cenário brasileiro.
As novas gerações aprendem desde cedo que precisam se adaptar e buscar seus próprios caminhos
Ricardo Nunes
