Uma agenda marcada por homenagens, resgate histórico e propostas para o campo movimentou Campo Alegre de Goiás (a 260 km da capital) neste sábado, 27 de junho. O pré-candidato ao Governo, Marconi Perillo (PSDB), marcou presença na festa que celebrou os 50 anos de história no município do ex-prefeito José Antônio Neto Siqueira (PP), 71 anos, e de sua esposa, a também ex-prefeita Cidinha (2009-2012).
Zé Antônio, natural de Paracatu (MG) e prefeito por quatro mandatos (1997-2000, 2001-2004, 2017-2020 e 2021-2024), aproveitou a ocasião para relembrar as benfeitorias realizadas em parceria com os governos de Marconi, como a construção de 230 casas populares, asfalto, ampliação elétrica, reforma do ginásio e programas sociais. O tucano retribuiu o carinho firmando um pacto com o atual gestor, Douglas Sertório: caso eleito, construirá mais 160 moradias populares e concluirá a GO-213 até o rio São Marcos.
Além das alianças locais, Marconi levou uma forte mensagem ao agronegócio. Diante de uma comitiva que contava com Roberto Balestra (PP), Jardel Sebba (PSDB), Gustavo Sebba (PSDB), Wellington Rodrigues Peixoto e Daniela Vaz Carneiro (ambos ex-prefeitos de Ipameri), ele criticou duramente a atual gestão estadual.
Marconi afirmou que a “famigerada” taxa do agro arrecadou mais de R$ 3,1 bilhões sem devolver estradas decentes para o escoamento, agravando a crise causada pela baixa da soja e altos custos. O tucano contrastou esse cenário com seus governos (1999-2006, 2011-2018), quando fez obras sem “esfaquear” o setor pelas costas, reduzindo impostos como o ICMS do boi em pé (de 12% para 3%). Ele garantiu que, se eleito, fará a articulação federal para a securitização de dívidas agrícolas — transformando-as em títulos no mercado de capitais — e aplicará um pacote robusto de desoneração de combustíveis e maquinários para salvar a classe dos produtores de leite goianos.
